Empresa responsável pela maior parte da frota de ônibus de Macapá paralisa atividades pela 3ª vez

A Nova Macapá paralisou as atividades em 16 de outubro de 2026, na terceira greve de funcionários da empresa em menos de dois meses. Na manhã daquele dia, 13 dos 47 ônibus da frota circulavam.

As paralisações anteriores ocorreram em setembro e outubro. Segundo o sindicato, um acordo feito após a greve de outubro não foi cumprido.

Passageiros enfrentaram dificuldades para se deslocar em Macapá, e localidades mais afastadas ficaram sem atendimento. Usuários relataram esperas superiores a uma hora nos pontos de ônibus.

greve de ônibus em Macapá

O sindicato atribui a mobilização a pendências trabalhistas, enquanto a Prefeitura de Macapá afirma que os repasses à empresa estão em dia. A Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) informou que pode adotar medidas judiciais.

Paralisação reduz circulação de ônibus e afeta passageiros

Ao menos 50 motoristas aderiram à mobilização e parte dos trabalhadores se reuniu em frente à sede da Nova Macapá em 16 de outubro. O protesto ocorreu enquanto a empresa, responsável por uma parcela expressiva do transporte coletivo da capital, estava paralisada.



Macapá conta com duas empresas de transporte coletivo. A Expresso Macapá operava normalmente, mas, segundo o sindicato, mantinha apenas 27 ônibus nas linhas regulares.

O sindicato informou que a Nova Macapá ainda não havia convocado os trabalhadores para uma nova reunião. Também não havia previsão para o encerramento da greve de ônibus em Macapá.

Sindicato aponta pendências; prefeitura afirma que repasses estão em dia

O sindicato afirma que o vale-alimentação, de pouco mais de R$ 700, continuava pendente. Os salários dos funcionários foram regularizados em 15 de outubro, segundo a entidade.

Max Delis, presidente do sindicato, disse que o acordo previa pagamentos a trabalhadores dos setores de recursos humanos e manutenção, além do vale-alimentação e do valor retroativo do benefício referente a junho. De acordo com Delis, esses compromissos não foram cumpridos.

O dirigente também relatou casos de funcionários que saem de férias sem receber os salários e de ex-funcionários que aguardam o pagamento das rescisões contratuais, mesmo após meses fora da empresa. Em nota, a Prefeitura de Macapá afirmou que os repasses à Nova Macapá, inclusive os destinados aos trabalhadores, estavam em dia e que o pagamento dos funcionários cabe exclusivamente à empresa.



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