A greve de ônibus em Macapá foi suspensa após sete dias, depois que trabalhadores do transporte coletivo aprovaram uma proposta em assembleia realizada em 21 de outubro de 2026.
O acordo que levou à decisão foi mediado pelo Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) e envolve a concessionária Nova Macapá, responsável por operar parte da frota da capital.
Motoristas e cobradores participaram da mobilização, que afetou o transporte público de Macapá. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Max Delis, afirmou que a paralisação prejudicou tanto os trabalhadores quanto a população.

A retomada dos ônibus depende da confirmação dos pagamentos pelos trabalhadores, e o sindicato apontou como meta a normalização da frota até a manhã de 22 de outubro. A negociação também envolveu a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac).
Assembleia aprova suspensão da greve após sete dias
Na assembleia, a proposta que encerrou a greve de ônibus em Macapá foi aprovada por unanimidade pelos trabalhadores. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Max Delis, avaliou que o acordo não era o ideal pretendido pela categoria, mas permitiria sanar as dívidas.
Delis afirmou que a paralisação prejudicou os trabalhadores e a população. O dirigente também disse que os rodoviários aguardariam a confirmação dos valores nas contas antes de retomar o serviço.
O presidente do sindicato pediu desculpas à população pelos transtornos e justificou a mobilização pelos atrasos nos benefícios. Segundo ele, os trabalhadores não poderiam continuar atuando sem receber os valores devidos.
Acordo prevê pagamento de benefícios e repasse da CTMac
Pelo acordo, a concessionária Nova Macapá se comprometeu a quitar dois vales-alimentação atrasados e os valores retroativos relativos aos benefícios pendentes. O compromisso abrange os trabalhadores da empresa envolvidos na negociação.
O documento também prevê multa individual caso a concessionária não cumpra os prazos estabelecidos para os pagamentos. A penalidade foi incluída como medida prevista no próprio acordo aceito pela categoria.
Para viabilizar os pagamentos, a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) transferiu R$ 502,5 mil à operadora. Segundo a companhia, o montante reúne subsídios municipais e o ressarcimento das gratuidades concedidas durante a Expofeira.
Em comunicado enviado à diretoria do sindicato, a CTMac pediu que a entidade acompanhasse o repasse dos salários pela Nova Macapá. A companhia também declarou que a administração pública havia cumprido integralmente suas obrigações financeiras.


