O Amapá registrou 100 multas por infrações ambientais entre 1º de janeiro e 26 de outubro de 2026, segundo balanço parcial da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
O levantamento divulgado em 27 de outubro mostra que o total se aproxima das 106 infrações contabilizadas em todo o ano de 2025. A Sema informou que o balanço consolidado de 2026 será apresentado após o encerramento de dezembro.
As autuações foram registradas em municípios de diferentes regiões do estado, com Macapá e Santana à frente. As fiscalizações são realizadas pela Sema em parceria com forças de segurança pública.

O balanço reúne ocorrências ligadas a licenças ambientais, poluição e outras práticas, além de ações contra atividades ilegais. Entre elas está uma operação em Calçoene, realizada em outubro pela Sema e pela Polícia Civil.
Municípios com mais autuações e principais motivos das multas
Macapá teve 47 autuações no período considerado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), enquanto Santana registrou 20. Porto Grande aparece na sequência, com seis ocorrências, e Pedra Branca do Amapari contabilizou cinco.
Calçoene e Mazagão tiveram quatro autuações cada. Outros sete municípios somaram duas ocorrências por cidade, totalizando 14 registros nessa faixa do levantamento.
Entre os motivos, o descumprimento de regras de licença foi o mais frequente, com 65 casos. Atividades sem licença ambiental corresponderam a 19 multas; poluição, a cinco; desmatamento por supressão vegetal, a quatro; uso irregular de água, a três; descumprimento de notificação, a duas; e garimpo ilegal, a outras duas.
Operação contra garimpo ilegal em Calçoene
Uma ação da Sema e da Polícia Civil foi realizada em 15 de outubro na região do Rio Cassiporé, em Calçoene, para fechar um garimpo ilegal de ouro. No local, as equipes destruíram duas balsas e dois motores usados na extração clandestina.
Com a chegada dos fiscais, os garimpeiros fugiram pela mata, e ninguém foi preso. A operação resultou na aplicação de duas multas ambientais.
Segundo a Sema, o maquinário pesado não podia ser retirado da área isolada. Por essa razão, as equipes queimaram as balsas e os motores no próprio local, além de formalizar as autuações relacionadas à atividade ilegal.


