A greve dos ônibus em Macapá chegou ao quinto dia em 19 de outubro de 2026, com trabalhadores da Nova Macapá mantendo a paralisação. O Sindicato dos Rodoviários afirma que a empresa descumpriu um acordo firmado após outra paralisação.
A empresa alega atrasos no pagamento de salários e benefícios, enquanto a Prefeitura de Macapá informou que os repasses à operadora estão em dia. O impasse envolve as obrigações trabalhistas e a continuidade do transporte coletivo na capital.
Passageiros de Macapá enfrentam redução no serviço desde o início da greve, em 15 de outubro. Na sexta-feira, 16 de outubro, apenas 13 dos 47 ônibus da frota da Nova Macapá estavam em circulação, segundo as informações divulgadas.

Esta é a terceira paralisação dos funcionários da empresa em menos de dois meses. A Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) informou que adotará medidas judiciais diante do descumprimento das obrigações pela operadora.
Sindicato aponta atraso no vale-alimentação e acordo não cumprido
Antes da atual paralisação, os rodoviários interromperam as atividades em 10 de setembro, em uma ação que durou pouco mais de 24 horas. Uma nova greve ocorreu em 8 de outubro, quando sindicato e empresa firmaram um acordo.
O compromisso estabelecia prazo até 14 de outubro, mas o Sindicato dos Rodoviários afirma que a Nova Macapá não cumpriu o combinado. A entidade diz que o vale-alimentação, de pouco mais de R$ 700, permanecia atrasado, enquanto os salários foram regularizados em 15 de outubro.
Segundo o sindicato, ao menos 50 motoristas aderiram à greve dos ônibus em Macapá, e algumas localidades mais afastadas ficaram sem atendimento. A falta de pagamento dos benefícios é apontada pela entidade como motivo para a continuidade da paralisação.
Em declaração divulgada em 19 de outubro, Max Delis, presidente do sindicato, afirmou que os trabalhadores manteriam a greve até receberem todos os pagamentos. Ele também relatou casos de funcionários que saem de férias sem receber salários e de ex-empregados que aguardam há meses o pagamento das verbas rescisórias.
Frota reduzida afeta o transporte e prefeitura prevê medidas judiciais
Em nota, a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) informou que a quitação dos salários é responsabilidade exclusiva da operadora. A prefeitura declarou que os repasses à Nova Macapá incluem valores destinados ao pagamento dos trabalhadores.
A CTMac notificou formalmente a empresa em 11 de outubro para que pagasse os funcionários e evitasse a interrupção do serviço. Com o descumprimento das obrigações, a companhia municipal informou que adotaria as medidas judiciais cabíveis.
A prefeitura também afirmou que a solução do impasse depende de negociações entre a empresa e os trabalhadores. Segundo a administração municipal, a CTMac acompanha a situação e cobra que a operadora cumpra suas obrigações.
Além da Nova Macapá, a Expresso Macapá opera o transporte coletivo da capital e mantinha o serviço normalmente. De acordo com o sindicato, a empresa tinha 27 ônibus nas linhas regulares.


