O planejamento urbano de Macapá foi tema de uma palestra em Caiena, onde o arquiteto e urbanista amapaense Welton Barreiros abordou a expansão da capital e a ocupação de áreas de ressaca. O evento ocorreu em 31 de outubro de 2026.
A atividade reuniu representantes da arquitetura da França, de Guadalupe e da Martinica para discutir cooperação técnica e soluções construtivas adaptadas ao clima amazônico. Barreiros é ex-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amapá (CAU/AP).
Em entrevista ao programa Togas e Becas, Barreiros falou sobre tratativas com a Ordem dos Arquitetos Franceses. A aproximação envolve profissionais e a possibilidade de ampliar relações entre o Amapá e o mercado caribenho.

O debate também tratou de problemas urbanos de Macapá, incluindo habitação desordenada em áreas de ressaca e crescimento acelerado na zona norte. Segundo o arquiteto, planejamento, saneamento e políticas habitacionais estão entre os temas que exigem atenção na capital.
Cooperação profissional e aproximação com o mercado caribenho
As tratativas mencionadas por Welton Barreiros envolvem a possibilidade de firmar um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Ordem dos Arquitetos Franceses. A proposta busca criar condições para a circulação profissional entre o Amapá e o território francês.
Segundo Barreiros, a cooperação também tem como objetivo viabilizar a exportação de materiais de construção civil produzidos no Amapá. A iniciativa conecta a produção local à aproximação com o mercado caribenho discutida em Caiena.
Outro ponto apresentado pelo arquiteto é a exigência de normas e homologações da União Europeia para materiais destinados àquele mercado. De acordo com ele, esses requisitos elevam os custos locais quando aplicados a produtos desenvolvidos em ambiente tropical.
Expansão urbana, áreas de ressaca e planejamento de Macapá
Barreiros apontou que o Plano Diretor de Macapá não passa por uma revisão ampla desde 2004. A defasagem do instrumento foi mencionada em meio ao debate sobre a expansão da capital e a necessidade de orientar a ocupação urbana.
Para enfrentar riscos de enchentes associados à impermeabilização do solo e à ocupação irregular de canais naturais, o urbanista defendeu o conceito de cidades-esponja. A proposta inclui preservar bacias de acumulação de água pluvial.
O arquiteto também defendeu políticas habitacionais que ofereçam assistência técnica gratuita e moradia digna à população de baixa renda. Segundo Barreiros, essas medidas devem integrar o planejamento urbano de Macapá diante das ocupações em áreas de ressaca.
Serviço
- Evento: Palestra de Welton Barreiros sobre a situação urbana de Macapá
- Data: 31/10/2026
- Local: Caiena

